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Friendship




Trecho do seriado “IN THE FLESH”, onde Kieren e Amy discutem sobre suas mortes.
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Amy diz:

- Você teve a chance de se despedir?
Kieren:
- O quê?
- Você sabe, de se despedir da sua família. Como você morreu, Kieren?
Kieren se mantém calado, então Amy  se levanta, abre o vestido, e mostra as marcas de sua morte em sua barriga.
- O que houve? – disse Kieren
- Leucemia. - responde ela.
Kieren fica surpreso, e então ela continua:
- Lembro que meu  último pensamento foi que era tão injusto. Fui tirada do jogo antes de começar a jogar.

Ele olha para ela com olhos de pena.

- Qual foi seu último pensamento? – diz ela, por fim.
Ele responde:
- Não sei como. Só me lembrava das sensações. Mas eu sentia alívio.

Ela o encara com curiosidade, e diz:
- Alívio?
Ele apenas balança a cabeça, afirmando. Amy então, resolve refazer  a pergunta mais difícil da noite:
- Como você morreu, Kieren Walker?
Ele abaixa a cabeça e arregaça as mangas do moletom, deixando visíveis as marcas dos cortes na vertical que tinha feito no próprio pulso.
Ela, pegando em seus braços, pergunta:
-Por quê?
Então ela o abraça. Kieren se pega olhando para o quadro que ele pintou quando era totalmente vivo do causador daquele infortúnio. O quadro  que tinha pintado o rosto do causador da morte dele.

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Este post não é focado em falar de suicídio, ou de amores falidos. Fala sobre amizade. No seriado “In the flesh”,  que se consiste em apenas três capítulos, a história se baseia em falar de zumbis que com a ajuda do governo encontraram  a “cura” para voltarem a viver. São chamados de portadores de uma síndrome de falecimento parcial. Kieren (personagem principal) cometeu suicídio depois que o amor da sua vida (Rick) se alistou para o exército e morreu no Afeganistão. Depois de voltar à vida, e ser tratado com o medicamento correto, Kieren encontra Amy por acaso e os dois ficam amigos.

Quis transcrever este trecho, que faz parte do segundo episódio, porque me chamou atenção o quanto a amizade das pessoas  pode ser algo valioso.  A característica marcante de não confundir as coisas e de entender que situações não podem ser comparadas. Em cada vida, uma luta. Em cada luta, uma pessoa. Cada um com seus motivos em particular de fazer seus atos. Alguns não aguentam, não suportam a pressão e preferem deixar o caminho pela metade. Outros, suportam e fazem de suas batalhas uma forma de aprendizado.
Estou procurando pessoas que compreendam o que ando fazendo comigo mesmo. Talvez, para conseguir entender, pois sozinho não consegui ainda.
Tenho conselheiros espalhados pelo mundo. Conselheiros que vivem me ajudando com minhas atitudes. Algumas “Amys” que entedem este Kieren aqui. :)

Beijos, remetente.




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